Cerveja pilsen lidera gosto dos mineiros
Bebida diferenciada fica com pequena fatia do mercado, mas especiais e artesanais ainda têm espaço para crescer.
BIANCA MELO
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O mercado mineiro de bebidas consagrou a cerveja pilsen como a preferida entre
todas as opções. Nem mesmo o esforço
das empresas para lançar cervejas diferenciadas
e mais sofisticadas conseguiu resultados
expressivos nas vendas de outros tipos
de cerveja. No caso da Ambev, por exemplo,
controladora de 67,9% do mercado
de cervejas do país, as bebidas premium equivalem
a 5,6% do total de cervejas. Houve |
Inverno |
O comerciante Amarildo Alves da Costa,
o “careca” do bar que leva seu nome no
bairro Cachoeirinha, em Belo Horizonte, explica
que as vendas médias de 20 caixas. O presidente do Sindicato dos Bares e
Restaurantes de Minas, Paulo César Pedrosa,
acredita que as cervejas especiais só
não vendem mais devido a pequena oferta.“As cervejas consideradas de inverno, como
as ’bock’, demoram a chegar nos bares,” afirma. Ocasiões O gerente de Comunicação Corporativa
da Ambev, Alexandre Loures, acredita que |
![]() Grupo de amigos não perde a oportunidade de se reunir para um bate-papo regado a bastante cerveja em um bar no edifício Maletta, centro de BH |
Lançamento é inspirado em receita belga
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O ritmo de lançamento de novas |
Premium Stella Artois, também |
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Produção da Falke Bier subirá para 5.000 litros O mercado de cervejas especiais e artesanais tem ainda muito espaço para crescer em
Minas, de acordo com o empresário Marco Antônio Falconi. Junto com dois irmãos, ele inaugurou a microcervejaria Falke Bier, em Ribeirão
das Neves, na Grande Belo Horizonte, em julho do ano passado. “É uma cerveja diferenciada e voltada para um público específico.” Em pouco
mais de um ano, a fábrica triplicou sua produção de cervejas para 3.000 por mês. A Falke Bier fornece a bebida em barris para nove restaurantes e bares de Belo Horizonte. Até o final do ano, deve ampliar o número de casas para 12 e a produção para 5.000 litros mensais. “Se produzíssemos 10 mil litros, venderíamos tudo porque o público é fiel. Percebemos que havia um mercado reprimido.” Ele não pensa, por enquanto, em levar a produção para outras cidades. “Seguimos a tendência de pequenas cervejarias européias com a produção próxima do centro consumidor, o que garante uma cerveja sempre nova e saborosa,” explica. A cerveja, vendida como chope, é mais encorpada e fabricada sem o uso de cereais não maltados. O empresário buscou na Alemanha o aperfeiçoamento da técnica, que aprendeu inicialmente
para fabricar cerveja para consumo da própria família. Em julho deste ano, ele iniciou as vendas da cerveja
preta Ouro Preto, que já representam 10% do volume total. (BM)
BH tem um bar para cada 172 pessoas
Se a falta de mar em Minas
acaba levando ao bar, como
dizem os boêmios, opções não
faltam. O presidente do Sindicato
de Bares e Restaurantes,
Paulo César Pedrosa, afirma
que a capital tem cerca de 10
mil estabelecimentos e mais
cerca de 3.000 clandestinos, o
que dá uma média de um bar
para cada 172 pessoas.
No Estado o número total
ultrapassa os 150 mil, o
que deixa Minas na sétima
posição entre os maiores
consumidores de cerveja do
país com consumo per capita
de 50,6 litros anuais por
pessoa, segundo dados do
Sindicato Nacional da Indústria
da Cerveja (Sindicerv).
O maior mercadoconsumidor é o Rio de Janeiro,
com 90,4 litros por
pessoa a cada ano.
Já nas contas da Ambev,
Minas está entre as quatro
primeiras, ao lado de Rio e
Janeiro, São Paulo e Bahia. A
cerveja mais vendida em Belo
Horizonte é a Skol, marca que
representa 52,2% das vendas
totais da Ambev. Em seguida
vem a Brahma (22,7%), Antártica
(6,4%) e Bohemia
(1,5%).
Na turma da publicitária
Ana Paula Utsch, 25, formada
por jovens entre 20 e 30 anos,
todos consomem em média R$
50 por semana só de cerveja.
“Não gosto tanto de cinema e
teatro. Acaba sobrando o bar
como opção de lazer.” (BM)
O empresário Marco Antônio Falconi afirma que consumidor da cerveja artesanal, vendida como chope, é fiel